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Bling e Tiny: como configurar a parte fiscal sem erro

Publicado em 04/07/2026 · Atualizado em 04/07/2026 · 9 min · por Lucas Araújo de Oliveira — CRC 1SP282895/O-5
Escritório de Contabilidade Escalei Contábil · Revisado por Emilio Rossi, Contador CRC 1SP228040/O-9

Resumo

Resposta objetiva: Bling e Tiny automatizam a emissão de NF-e a partir do pedido, mas só acertam se a parametrização fiscal estiver correta: NCM por produto, CFOP por tipo de operação e UF, CST/CSOSN conforme o regime, e regras de tributação (ICMS, ST, DIFAL, PIS/COFINS) por cenário.

O erro de fundo é achar que o ERP "sabe" a regra fiscal. Ele aplica o que você configurou — configuração errada vira nota errada em escala, e o passivo cresce em silêncio até a fiscalização.

ERP fiscal é como um piloto automático: excelente na rota certa, desastroso se você programou o destino errado. Configurar bem uma vez economiza meses de retificação depois.

O que configurar primeiro?

Resposta objetiva: a base cadastral — NCM correto por produto, origem da mercadoria (nacional/importada) e a natureza de operação. Tudo o resto (ST, DIFAL, alíquota) deriva do NCM e da UF.

NCM errado é a raiz de metade dos problemas: define se o produto tem ICMS-ST, qual MVA, qual alíquota. Comece o cadastro pelo NCM certo de cada SKU — o resto encadeia a partir dele.

Como configurar CFOP por operação?

Resposta objetiva: o CFOP muda por tipo de operação (venda, remessa para Full/FBA, devolução, bonificação) e por destino (mesma UF ou interestadual). No ERP, isso vira "naturezas de operação" que você associa a cada canal.

OperaçãoMesma UFOutra UF
Venda de revenda5.1026.102
Remessa p/ armazém (Full)5.9056.905
Devolução de venda1.2022.202

Cada marketplace exige a natureza certa por modalidade — o mapa completo está no guia de CFOP em marketplace e a aplicação no passo a passo de NF no Mercado Livre.

CST ou CSOSN: qual usar?

Resposta objetiva: depende do regime. Empresa no Simples usa CSOSN (ex.: 102, 500); empresa no Presumido/Real usa CST (ex.: 00, 60). Trocar um pelo outro rejeita a nota ou destaca imposto errado.

No ERP, o código tributário anda junto do regime configurado. Ao migrar de regime (Simples → Real, por exemplo), é obrigatório revisar toda a tabela — é o regime tributário que define o código.

Tributação por UF, ST e DIFAL

Resposta objetiva: configure regras de tributação por UF de destino, marcando produtos com ICMS-ST e habilitando o cálculo de DIFAL automático nas vendas interestaduais B2C, com geração de GNRE.

Sem isso, o ERP emite nota sem DIFAL e você acumula passivo por estado — ver DIFAL por estado. Produtos com ST mal marcados geram imposto em duplicidade ou a menos. É a parte que mais compensa validar com o contador antes de ligar o "automático".

Perguntas frequentes

O Bling/Tiny calcula DIFAL sozinho? Calcula se você configurar as regras de tributação por UF e habilitar a função. Fora da caixa, não.

Preciso cadastrar NCM produto a produto? Sim. NCM é por item e define ST, alíquota e MVA. Cadastro em massa ajuda, mas exige revisão.

Posso importar o catálogo do marketplace? Pode, mas os dados fiscais (NCM, origem, tributação) quase nunca vêm corretos — precisam ser revisados.

Quem configura, eu ou o contador? Idealmente em conjunto: você conhece os produtos, o contador conhece a regra fiscal. Configuração a quatro mãos evita os erros mais comuns.

Próximo passo

ERP bem configurado emite nota certa sem você pensar; mal configurado, erra em escala. Fale com a Escalei para revisar a parametrização fiscal do seu Bling/Tiny, ou comece pelo guia de CFOP.

Transparência editorial

Bases de consulta

Artigo técnico revisado por profissional contábil. A legislação pode mudar; antes de decidir, valide a regra aplicável ao seu CNPJ e estado.

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