Educativo

Qual CNAE usar para e-commerce (e por que errar sai caro)?

Publicado em 15/07/2026 · Atualizado em 15/07/2026 · 7 min · por Lucas Araújo de Oliveira — CRC 1SP282895/O-5
Escritório de Contabilidade Escalei Contábil · Revisado por Emilio Rossi, Contador CRC 1SP228040/O-9

Resumo

Resposta objetiva: o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) diz oficialmente o que a empresa faz. Para e-commerce, o principal costuma ser o 47.13-0/02 (comércio varejista via internet) ou o CNAE específico do produto, com CNAEs secundários para importação, dropshipping ou serviços.

Errar o CNAE não é detalhe: pode mudar o Anexo do Simples (e a alíquota), complicar a emissão de NF-e e fechar benefícios estaduais. É uma das decisões que travam a empresa por até 12 meses.

O CNAE parece burocracia de formulário, mas é ele que o Fisco lê para saber quanto você deve pagar e o que pode fazer. CNAE genérico ou errado é fonte silenciosa de imposto a mais e de dor de cabeça na primeira nota.

Qual CNAE principal usar para e-commerce?

Resposta objetiva: o de comércio varejista pela internet, complementado pelo CNAE do produto quando faz sentido.

CNAEAtividade
47.13-0/02Comércio varejista via internet
47.81-4/00Vestuário e acessórios
47.89-0/99Outros produtos não especificados

O código exato depende do que você vende. A abertura completa (natureza, capital, inscrição) está em como abrir empresa para e-commerce.

Posso ter mais de um CNAE?

Resposta objetiva: sim — um principal e vários secundários. É o recomendado para e-commerce que faz mais de uma coisa (revenda + importação + dropshipping + serviço).

Exemplo: principal de comércio varejista via internet, secundários para importação e para eventual serviço (assinatura, curso). Cada CNAE pode ter impacto no enquadramento — por isso a escolha é técnica, não chute.

Como o CNAE errado sai caro?

Resposta objetiva: de três formas: muda o Anexo do Simples (alíquota maior), pode exigir registros/alvarás indevidos e complica a NF-e (CFOP/CST inconsistentes).

Um CNAE de serviço onde deveria ser comércio, por exemplo, pode jogar a empresa num Anexo mais caro do Simples e ainda travar a emissão de nota de mercadoria. Ajustar depois é possível, mas custa tempo e pode ter efeito retroativo. Entenda os anexos em o que é o Simples Nacional.

CNAE de importador e dropshipping

Resposta objetiva: quem importa para revender precisa do CNAE compatível e de habilitação (RADAR/Siscomex); quem faz dropshipping declara o CNAE de comércio varejista e, se internacional, o de importação.

Lembrando que o MEI não pode importar para revenda — ver abrir e-commerce como MEI. Para importador, o desdobramento tributário está em impostos para importar e revender.

Perguntas frequentes

Posso mudar o CNAE depois? Pode, via alteração cadastral. Mas mudanças de enquadramento (ex.: Anexo do Simples) costumam valer a partir do período seguinte.

CNAE muda o imposto que pago? Pode mudar — afeta o Anexo do Simples e a incidência de ICMS/ISS. Comércio e serviço têm tributação diferente.

Quantos CNAEs posso ter? Um principal e vários secundários, dentro do que o tipo de empresa e o município permitem.

MEI pode escolher qualquer CNAE? Não. O MEI só pode exercer atividades da lista permitida do MEI.

Próximo passo

O CNAE certo na abertura evita imposto a mais e nota travada. Fale com a Escalei para definir os CNAEs da sua operação, ou veja o passo a passo em como abrir empresa para e-commerce.

Transparência editorial

Bases de consulta

Artigo técnico revisado por profissional contábil. A legislação pode mudar; antes de decidir, valide a regra aplicável ao seu CNPJ e estado.

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