Quando o cliente quer Lucro Real, mas os números indicam Lucro Presumido

Resumo do caso
Um cliente com e-commerce já consolidado procurou a Escalei decidido a migrar para o Lucro Real. Em vez de só executar o pedido, a equipe analisou os números e a margem de lucro da empresa. A análise mostrou que, naquela realidade, a margem elevada tirava do Lucro Real a vantagem esperada — e o cliente, depois de conferir os números, optou por permanecer no Lucro Presumido.
Contexto
O cliente atua com e-commerce há bastante tempo, fatura entre R$ 100 mil e R$ 300 mil por mês e estava no Lucro Presumido. Procurou a Escalei com um objetivo definido: migrar a empresa para o Lucro Real.
O motivo era uma ideia que circula muito entre empresários: a de que o Lucro Real faz pagar menos imposto. Ele tinha ouvido isso e queria aproveitar.
O problema
A preferência inicial do cliente era clara. A pergunta que precisava de resposta era outra: a mudança faria sentido para aquela empresa, com aqueles números?
Trocar de regime não é um ajuste que se desfaz no mês seguinte. A escolha vale para o ano inteiro, então decidir por uma regra genérica, sem olhar a margem da própria empresa, pode custar caro por doze meses.
Como a Escalei atuou
Em vez de simplesmente executar a preferência inicial do cliente, a Escalei fez uma análise detalhada dos números da empresa e da sua margem de lucro.
A base foi a realidade da empresa, não uma estimativa de mercado: o faturamento e os custos dos últimos 12 meses e o DRE e os balancetes do período. A análise ficou pronta em menos de uma semana.
A análise mostrou que a margem de lucro da empresa ficava entre 30% e 40%. Com uma margem real tão alta, o Lucro Real não apresentava a vantagem esperada.
A lógica é simples de entender: no Lucro Presumido, o imposto sobre o lucro parte de uma margem fixa definida em lei, e não da margem real. Quando a empresa lucra mais do que essa margem presumida, o Presumido tende a sair mais barato. O Lucro Real costuma compensar no caso oposto, com margem apertada ou muitos custos que geram crédito.
A equipe apresentou os números e demonstrou por que, para aquela realidade, o Lucro Presumido se mostrava mais adequado.
O que mudou
Depois de conferir os números e entender a análise, o cliente concordou com a orientação e optou por permanecer no Lucro Presumido. Segue cliente da Escalei, no mesmo regime.
Isso não quer dizer que o Lucro Presumido seja melhor em geral. Em outra empresa, com outra margem e outra estrutura de custos, a conclusão pode ser a oposta — por isso a análise é feita caso a caso.
O que esse caso demonstra
Independência e cuidado na orientação tributária: a recomendação parte da realidade econômica da empresa, mesmo quando contraria a preferência inicial do cliente.
Informações do case
- Segmento
- E-commerce
- Faturamento
- R$ 100 a 300 mil por mês
- Margem de lucro
- Entre 30% e 40%
- Situação inicial
- Operação consolidada no Lucro Presumido, com intenção de migrar para o Lucro Real
- Serviço envolvido
- Análise comparativa de regimes tributários
- Base da análise
- Últimos 12 meses, DRE e balancetes
- Prazo da análise
- Menos de uma semana
- Regime tributário
- Lucro Presumido (mantido após a análise)
- Estágio atual
- Segue cliente da Escalei, no Lucro Presumido
Para aprofundar
- Lucro Real ou Presumido no e-commerceOs critérios que pesam na comparação entre os dois regimes.
- Quando vale a pena o Lucro RealEm que perfil de empresa o Lucro Real costuma compensar.
- Diagnóstico tributárioComo pedir a mesma análise para a sua empresa.